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Medidor Digital para graxa

Tecnologia e Ciência na Excelência em Lubrificação

Diesel s50

Melhor partida a frio. Diminui a formação de depósitos no motor. Redução na incidência de contaminantes no lubrificante. Menor emissão de material particulado. Redução na emissão de fumaça branca. Saiba mais

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Logística Reversa

O impacto da lei de resíduos sólidos na indústria de lubrificantes.


Recentemente, foi sancionada a Lei 12.305, de 02 de agosto de 2010, que torna obrigatória a estruturação de sistema de logística reversa pelos fabricantes e importadores de alguns produtos, merecendo destaque os óleos lubrificantes. Em matéria de coleta e destinação ambientalmente adequada dos óleos lubrificantes pós-consumo, é preciso ter em conta que a nova lei pouco acrescentou ao eficiente sistema vigente no país e que tem servido de modelo a inúmeros países da América Latina. De fato, embora ignorados por muitos, os óleos lubrificantes pós-consumo tiveram sua coleta no Brasil iniciada no ano de 1963, quando o antigo Conselho Nacional do Petróleo – CNP, através da Resolução CNP 06/63, tornou obrigatório o encaminhamento dos óleos lubrificantes usados ou contaminados à atividade de Rerrefino.

As especificações técnicas fixadas pelo CNP para os óleos básicos rerrefinados (Resolução 02/85 e Regulamento Técnico 08/85) tornaram viável a sua utilização na formulação de óleos lubrificantes acabados em substituição parcial à importação de básicos de primeiro refino, contribuindo assim para a garantia do abastecimento nacional dos derivados do petróleo.

No final do ano de 1991, tiveram início as discussões em torno de uma proposta de norma ambiental que disciplinasse o assunto, resultando na Resolução Conama 9/93, já que, até então, todo o arcabouço legal em matéria de óleo usado era oriundo do antigo Conselho Nacional do Petróleo ou do Departamento Nacional de Combustíveis.

Em 1993, quando foi publicada a Resolução Conama nº 9 disciplinando a coleta e a destinação dos óleos usados, o consumo de lubrificantes no Brasil era da ordem de 906,5 milhões de litros e a coleta do óleo pós-consumo era da ordem de 103,92 milhões de litros. Em uma década, o trabalho desenvolvido junto aos canais reversos de distribuição de lubrificantes trouxe avanço extraordinário. Em 2003, enquanto o consumo aumentou 3,42% atingindo 937,9 milhões de litros, a logística reversa desenvolvida pelo setor assegurou a coleta e o tratamento de 239,21 milhões de litros, com um aumento de 130,18 %.

Ainda assim, era necessário corrigir algumas distorções no setor. Com o objetivo de avançar com o sistema de coleta e reciclagem dos óleos lubrificantes, em 2005 foi aprovada a Resolução Conama 362/2005, que determina a coleta de todo o óleo usado disponível no território nacional e seu encaminhamento à reciclagem através do processo de Rerrefino. A nova diretriz trazida pela Resolução Conama 362 determinou a reformulação, pela Agência Nacional do Petróleo - ANP, de sua legislação ligada aos óleos lubrificantes, o que se fez pelo conjunto de Resoluções de nºs 16 a 20 de 2009, todas elas voltadas para o controle da importação/produção de óleos básicos, produção/importação de óleos lubrificantes acabados, coleta, armazenamento e destinação ambientalmente adequada dos óleos usados pós-consumo.

Desse modo, é fácil compreender que, em matéria de óleo lubrificante usado ou contaminado, existe atribuição concorrente da Agência Nacional do Petróleo, como órgão executor da política do petróleo, traçada pelo ministério de Minas e Energia – MME, e do ministério do Meio Ambiente - MMA, pois, embora sob o prisma ambiental se constitua em resíduo, sob o ângulo do abastecimento do petróleo e seus derivados se revela como importante fonte de matéria-prima, cujo reaproveitamento cumpre três dos principais objetivos da Lei de conservação de energia: a proteção do meio ambiente, a utilização de insumos disponíveis e tecnologia aplicável e a garantia de abastecimento do mercado nacional de derivados do petróleo.



Destacam-se ainda, a par da legislação federal apontada e que vem disciplinando a logística dos canais reversos de distribuição envolvendo os óleos lubrificantes usados, o Convênio ICMS 03/1.990 (que concede isenção do ICMS nas operações com óleo lubrificante usado) e o Convênio ICMS 38/2.000, que validou como nota fiscal o “Certificado de Coleta” criado pela ANP (Portaria 127/99) e que foi adotado pela Resolução Conama 362 para acobertar as operações de circulação envolvendo o óleo usado, desde a fonte geradora até o seu destino final.

Ainda, no estado do Rio de Janeiro e no município de São Paulo, a destinação dos óleos lubrificantes usados deve atender à Lei Estadual Carioca nº 5.541, de 17 de setembro de 2009, e à Lei Paulistana nº 14.040, de 27 de julho de 2005, que traçam diretrizes quanto à coleta e o retorno obrigatório dos óleos lubrificantes usados ao processo de rerrefino sob responsabilidade dos produtores e importadores de lubrificante acabado.

Portanto, não resta dúvida de que, no Brasil, a Logística Reversa envolvendo lubrificantes, além de suficientemente regulamentada, já se acha implementada e em funcionamento, o que vem garantindo o retorno dos óleos lubrificantes usados à única destinação ambientalmente correta, cuja meta de coleta, prevista na Portaria Interministerial (MMA e MME) nº 464/2007, vem sendo atendida ano após ano, comprovando que o setor produtivo de lubrificante acabado e o Rerrefino, em parceira inédita, vêm cumprindo com o papel da indústria nacional atenta ao desenvolvimento sustentável.

Diante dessa realidade, impõe-se que o Decreto que vier regulamentar o artigo 33 da Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, preserve todos os avanços conquistados ao longo dos 50 anos de atividade de coleta, transporte, armazenamento e destinação final ambientalmente adequada dos óleos lubrificantes usados, cujo êxito deriva da ação coordenada do setor produtivo, do setor de distribuição e revenda de óleos lubrificantes acabados e do setor de Rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado, oriundo da atividade do mundo moderno.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Logística Reversa

O impacto da lei de resíduos sólidos na indústria de lubrificantes.


Recentemente, foi sancionada a Lei 12.305, de 02 de agosto de 2010, que torna obrigatória a estruturação de sistema de logística reversa pelos fabricantes e importadores de alguns produtos, merecendo destaque os óleos lubrificantes. Em matéria de coleta e destinação ambientalmente adequada dos óleos lubrificantes pós-consumo, é preciso ter em conta que a nova lei pouco acrescentou ao eficiente sistema vigente no país e que tem servido de modelo a inúmeros países da América Latina. De fato, embora ignorados por muitos, os óleos lubrificantes pós-consumo tiveram sua coleta no Brasil iniciada no ano de 1963, quando o antigo Conselho Nacional do Petróleo – CNP, através da Resolução CNP 06/63, tornou obrigatório o encaminhamento dos óleos lubrificantes usados ou contaminados à atividade de Rerrefino.

As especificações técnicas fixadas pelo CNP para os óleos básicos rerrefinados (Resolução 02/85 e Regulamento Técnico 08/85) tornaram viável a sua utilização na formulação de óleos lubrificantes acabados em substituição parcial à importação de básicos de primeiro refino, contribuindo assim para a garantia do abastecimento nacional dos derivados do petróleo.

No final do ano de 1991, tiveram início as discussões em torno de uma proposta de norma ambiental que disciplinasse o assunto, resultando na Resolução Conama 9/93, já que, até então, todo o arcabouço legal em matéria de óleo usado era oriundo do antigo Conselho Nacional do Petróleo ou do Departamento Nacional de Combustíveis.

Em 1993, quando foi publicada a Resolução Conama nº 9 disciplinando a coleta e a destinação dos óleos usados, o consumo de lubrificantes no Brasil era da ordem de 906,5 milhões de litros e a coleta do óleo pós-consumo era da ordem de 103,92 milhões de litros. Em uma década, o trabalho desenvolvido junto aos canais reversos de distribuição de lubrificantes trouxe avanço extraordinário. Em 2003, enquanto o consumo aumentou 3,42% atingindo 937,9 milhões de litros, a logística reversa desenvolvida pelo setor assegurou a coleta e o tratamento de 239,21 milhões de litros, com um aumento de 130,18 %.

Ainda assim, era necessário corrigir algumas distorções no setor. Com o objetivo de avançar com o sistema de coleta e reciclagem dos óleos lubrificantes, em 2005 foi aprovada a Resolução Conama 362/2005, que determina a coleta de todo o óleo usado disponível no território nacional e seu encaminhamento à reciclagem através do processo de Rerrefino. A nova diretriz trazida pela Resolução Conama 362 determinou a reformulação, pela Agência Nacional do Petróleo - ANP, de sua legislação ligada aos óleos lubrificantes, o que se fez pelo conjunto de Resoluções de nºs 16 a 20 de 2009, todas elas voltadas para o controle da importação/produção de óleos básicos, produção/importação de óleos lubrificantes acabados, coleta, armazenamento e destinação ambientalmente adequada dos óleos usados pós-consumo.

Desse modo, é fácil compreender que, em matéria de óleo lubrificante usado ou contaminado, existe atribuição concorrente da Agência Nacional do Petróleo, como órgão executor da política do petróleo, traçada pelo ministério de Minas e Energia – MME, e do ministério do Meio Ambiente - MMA, pois, embora sob o prisma ambiental se constitua em resíduo, sob o ângulo do abastecimento do petróleo e seus derivados se revela como importante fonte de matéria-prima, cujo reaproveitamento cumpre três dos principais objetivos da Lei de conservação de energia: a proteção do meio ambiente, a utilização de insumos disponíveis e tecnologia aplicável e a garantia de abastecimento do mercado nacional de derivados do petróleo.





Destacam-se ainda, a par da legislação federal apontada e que vem disciplinando a logística dos canais reversos de distribuição envolvendo os óleos lubrificantes usados, o Convênio ICMS 03/1.990 (que concede isenção do ICMS nas operações com óleo lubrificante usado) e o Convênio ICMS 38/2.000, que validou como nota fiscal o “Certificado de Coleta” criado pela ANP (Portaria 127/99) e que foi adotado pela Resolução Conama 362 para acobertar as operações de circulação envolvendo o óleo usado, desde a fonte geradora até o seu destino final.

Ainda, no estado do Rio de Janeiro e no município de São Paulo, a destinação dos óleos lubrificantes usados deve atender à Lei Estadual Carioca nº 5.541, de 17 de setembro de 2009, e à Lei Paulistana nº 14.040, de 27 de julho de 2005, que traçam diretrizes quanto à coleta e o retorno obrigatório dos óleos lubrificantes usados ao processo de rerrefino sob responsabilidade dos produtores e importadores de lubrificante acabado.

Portanto, não resta dúvida de que, no Brasil, a Logística Reversa envolvendo lubrificantes, além de suficientemente regulamentada, já se acha implementada e em funcionamento, o que vem garantindo o retorno dos óleos lubrificantes usados à única destinação ambientalmente correta, cuja meta de coleta, prevista na Portaria Interministerial (MMA e MME) nº 464/2007, vem sendo atendida ano após ano, comprovando que o setor produtivo de lubrificante acabado e o Rerrefino, em parceira inédita, vêm cumprindo com o papel da indústria nacional atenta ao desenvolvimento sustentável.

Diante dessa realidade, impõe-se que o Decreto que vier regulamentar o artigo 33 da Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, preserve todos os avanços conquistados ao longo dos 50 anos de atividade de coleta, transporte, armazenamento e destinação final ambientalmente adequada dos óleos lubrificantes usados, cujo êxito deriva da ação coordenada do setor produtivo, do setor de distribuição e revenda de óleos lubrificantes acabados e do setor de Rerrefino de óleo lubrificante usado ou contaminado, oriundo da atividade do mundo moderno.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vídeo Análise de Óleo


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Inovação sustentável

Este artigo fundamenta-se na necessidade de consolidação, divulgação e aplicação do conceito de Inovação Sustentável na sociedade brasileira, como condição para o país atingir o desenvolvimento sustentável. Nessa perspectiva, durante a abertura do 23º Fórum Nacional, realizado no período de 16 a 19 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, o Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinalou a importância da Inovação Tecnológica com Sustentabilidade para promover uma trajetória de desenvolvimento brasileiro no cenário internacional, em que hoje os principais competidores são a China e a Índia.

No Brasil, o ambiente de incentivo à Inovação foi ampliado e consolidado com a criação da Lei do Bem (nº 11196/2005), da Lei de Inovação (nº 10973/2004) e da Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE – 2004). Tais iniciativas contribuíram para assegurar às empresas brasileiras o acesso a: (i) mecanismos de incentivo fiscal à P&D semelhantes aos dos países avançados, de aplicação automática e sensível diminuição dos procedimentos burocráticos; (ii) um sistema de subvenção a projetos voltados para o desenvolvimento tecnológico; (iii) subsídios para a fixação de pesquisadores nas empresas; (iv) programas dirigidos à inovação de capital empreendedor; e (v) arcabouço legal mais propício para a interação universidade/empresa. A partir daí, a preocupação com inovação fortaleceu suas raízes nas instituições do Estado, passando a orientar políticas, programas e decisões de investimento.

A Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior ensejou a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), voltados para a definição de diretrizes e para a coordenação da Política Industrial, respectivamente. As agressões ambientais, originalmente locais, tornaram-se regionais e, nas últimas décadas, adquiriram a proporção de agressões ecossistêmicas globais. As seis principais consequências das agressões ao meio ambiente impostas pelo Homem são a desertificação e perda da qualidade dos solos, o buraco da camada de ozônio, a degradação dos oceanos, a crise dos recursos hídricos, a redução da biodiversidade e a mudança climática. É do consenso geral que a sustentabilidade é uma questão transversal, que afeta todas as dimensões da atividade humana, de modo que a agenda mundial do século XXI será presidida pelas escolhas sobre como preservar o capital natural do planeta.

Ao longo da História, a inovação tem sido o motor da evolução científica e tecnológica da humanidade. A História é uma consequência da permanente busca de inovações pelo homem. A inovação surge como alternativa para a superação das dificuldades impostas pela Natureza e para vencer a competição entre os humanos. Tradicionalmente, a inovação é vista como agregação de qualidade, incorporação de tecnologia e requisito para uma economia competitiva, com maior produtividade, com melhores empregos e salários. Na dimensão mercado, inovação significa maior qualidade, menores custos e menores prazos, com vistas a atender ou mesmo superar a expectativa dos clientes, e desse modo manter-se competitivo em relação aos concorrentes. Entretanto, a inovação possui uma outra dimensão, menos visível e conhecida, relacionada aos seus impactos potenciais, de curto, médio e longo prazos sobre a saúde das pessoas (trabalhadores, comunidades vizinhas às instalações industriais e consumidores), sobre a segurança das instalações, equipamentos e processos, e sobre o meio ambiente.

É a dimensão SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança). A inovação consiste na criação de novos materiais, em novos usos para antigos materiais e na criação de novos processos. Em todos os casos a inovação significa a geração de novos perigos, sob a forma de materiais e energias. A ameaça atual intrínseca à inovação é a velocidade com que as mudanças estão acontecendo, envolvendo grandes quantidades de novos materiais e uso intensivo de energias, com forte impacto potencial sobre a saúde, a segurança, o meio ambiente e, consequentemente, sobre a própria vida no planeta. Por exemplo, o DDT (Dicloro- Difenil-Tricloroetano) foi uma inovação no campo da Saúde Pública.

Foi sintetizado em 1874 e suas propriedades inseticidas foram descobertas, em 1939, pelo químico suíço Paul Hermann Müller. Seu uso em grande escala evitou muitas mortes por malária, e, por causa disso, em 1948, o seu criador foi agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina. Entretanto, anos mais tarde, verificou-se ser um material persistente no ambiente em função de sua estabilidade química e da inexistência de agentes naturais capazes de desdobrá-lo em seus componentes básicos, fazendo-os retornar aos ciclos biogeoquímicos da Natureza.

Na década de 1970, o DDT foi banido de vários países e tem seu uso controlado pela Convenção de Estocolmo sobre os Poluentes Orgânicos Persistentes, um tratado internacional assinado em 2001. No Brasil, em 2009, o DDT teve sua fabricação, importação, exportação, manutenção em estoque, comercialização e uso proibidos pela Lei nº. 11.936, de 14 de maio de 2009. Vários produtos químicos com estrutura semelhante à do DDT, que possuem átomos de cloro diretamente ligados a anéis aromáticos, como as difenilas policloradas que constituem os ascaréis, possuem a mesma estabilidade no ambiente, em que se perpetuam, causando danos aos seres vivos com que entram em contato.

Em consequência, atualmente, uma das diretrizes da Química Verde é não criar novas moléculas com esse tipo de estrutura. Uma importante lacuna pode ser evidenciada na leitura do capítulo 18, A Sustentabilidade do Brasil, e do capítulo 19, A Inovação no Centro da Agenda do Desenvolvimento, integrantes do livro “Brasil Pós-Crise”, publicado em 2009, que mostra claramente que quem trata de inovação não está entrosado com quem se ocupa da sustentabilidade. Inovação Sustentável deve ser a grande estratégia de desenvolvimento e superação dos obstáculos que se opõem aos avanços necessários para melhoria das condições de vida dos brasileiros.

Para que se viabilize a Inovação Sustentável, é necessário que se estabeleça um equilíbrio entre as suas duas faces – a face de mercado e a face SMS. Para isso, é fundamental desenvolver a competência dos profissionais de inovação em Saúde, Meio Ambiente e Segurança, de modo a dotá-los de uma mentalidade de sustentabilidade, que resultará em sistemas de produção mais humanizados, seguros e ambientalmente amigáveis. As equipes de Inovação devem interagir fortemente com as equipes de SMS nas instituições de P,D&I e nas empresas, de modo que os requisitos de sustentabilidade sejam atendidos ainda na fase de concepção e projeto de novos empreendimentos, processos, produtos e serviços.

Na dimensão ambiental, um dos alicerces da Inovação Sustentável deve ser o Princípio da Precaução (Princípio nº 15, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, 1992.): “Com o fim de proteger o meio ambiente, os Estados deverão aplicar amplamente o Princípio da Precaução conforme suas capacidades. Quando houver perigo de danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta não deverá ser utilizada como razão para se postergar em medidas eficazes e economicamente viáveis, para impedir a degradação ambiental.” O Princípio da Precaução deve balizar, também, as áreas de Segurança e Saúde no trabalho.

Na dimensão social, deve ser ressaltado que a inovação sustentável deve abranger novas formas de organização do trabalho, que respeitem as características físicas e psicológicas humanas e favoreçam a promoção da saúde, a prevenção de doenças e maior produtividade coletiva. Na dimensão econômica, as lideranças devem priorizar as decisões integradas aos interesses coletivos, conforme preconiza o World Business Council for Sustainable Development, no relatório Visão 2050, um exercício de construção do nosso futuro comum para daqui a 4 décadas. Na prática isso significa a inserção progressiva de compromissos sociais e salvaguardas ambientais nos empreendimentos em geral, historicamente voltados para os resultados econômicos. 

terça-feira, 22 de março de 2011

Contaminação do ar em Sistemas Hidráulicos


"Suspeitamos que temos um problema de contaminação do ar em um dos nossos sistemas hidráulicos. Que tipos de problemas podem causar contaminação do ar?"
Contaminação do ar pode causar um grande dano a sistemas hidráulicos. Infelizmente, a menos que a máquina é a formação de espuma, com óleo vomitando a partir do topo do reservatório, que, por vezes, negligenciam esse contaminante potencialmente devastadoras. Aqui estão algumas maneiras em que a contaminação do ar pode prejudicar o seu esforço de confiabilidade:
Hidráulica esponjoso - O ar é compressível. Essa perda de controle pode diminuir o rendimento, aumentar a taxa de defeito por cento, e, em alguns casos, causar ferimentos ou morte.
Cavitação gasosa - Algumas referências dizem que provoca cavitação gasosa desgaste, outros dizem que ela só faz barulho. Jogue pelo seguro e manter os óleos como livre de ar possível.
Oxidação - a taxa de oxidação é afetada por uma série de fatores, mas tudo o mais mantido igual, é proporcional à quantidade de óleo em contato com o ar de fronteira (que, claro fornece o oxigênio).
Degradação térmica - Você sabia que a compactação de uma bolha de ar da pressão ambiente até 3000 psi aumenta a temperatura bolhas para mais de 2000 ° F? Isso é quente o suficiente para degradar termicamente petróleo no contato fronteira entre o ar ea bolha, que escurece a óleo, às vezes dando-lhe uma aparência fuligem, e faz com verniz para construir em superfícies de componentes.
Portanto, atenção aos sinais de arrastamento de ar ou espuma, e tomar as ocorrências seriamente. Também, testar periodicamente a capacidade do seu petróleo para liberar o ar e sua tendência de manter espuma estável. Se você tiver problemas recorrentes, avaliar a especificação do lubrificante e do projeto de tanque, e verificar se há baixos níveis de óleo e sinais de um vazamento de linha de sucção.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Regras de OURO da lubrificação

Coisas simples como a “limpeza” do lubrificante são negligenciadas em quase todas as situações, isso ocorre tanto no caso do lubrificante novo quanto no caso do usado. Quando não filtramos o lubrificante novo – sim, o lubrificante novo precisa ser filtrado – estamos comprometendo a vida útil do equipamento. Lubrificante novo não quer dizer necessariamente lubrificante isento de partículas contaminantes, pois o lubrificante novo pode ser contaminado na embalagem, na estocagem, no manuseio, no equipamento e, mesmo que não tenha sido contaminado, precisamos saber qual é o grau de limpeza exigido pelo equipamento. Quanto mais limpo, maior a vida útil do lubrificante e do equipamento. Limpeza é, sem dúvida, o melhor investimento. Também costumamos contaminar o lubrificante quando não trocamos os elementos filtrantes no momento exigido, ou seja, quando utilizamos acessórios contaminados, quando abastecemos ou completamos o nível de óleo de equipamentos móveis em locais sujeitos a poeira excessiva (máquinas agrícolas p.ex.) etc. As possibilidades são infinitas.

Algumas observações

O óleo deve estar frio. Quanto mais quente, mais rápido se oxida e perde suas propriedades, deixando de fazer aquilo que se espera dele, que é manter a película lubrificante. Já o termo “seco” quer dizer sem água, sem umidade. Essa umidade pode ser transmitida ao lubrificante durante sua armazenagem, por exemplo, quando o lubrificante respira dentro do tanque de armazenamento ou dentro do tambor. Para evitarmos isso, tanto na armazenagem quanto nos equipamentos, precisamos de respiros com desumidificadores.

O lubrificante desaerado se consegue com projetos de equipamentos que evitem o turbilhonamento excessivo do óleo. A instalação de chicanas nos equipamentos evita que o lubrificante incorpore muito ar, pois faz com que ele reduza a sua velocidade de circulação. A instalação de tanques de óleo com maior volume também auxilia no caso da desaeração e da redução da temperatura. Consulte o fabricante. Esta regrinha vale ouro Por que é que tem gente que acha que sabe mais do que quem projetou o equipamento? Ledo engano. Até porque quem tem o maior interesse em que o equipamento funcione de acordo é o próprio fabricante. Afinal, se der algum problema é ele quem vai ter que resolver.

Então, antes de qualquer coisa, antes de “chutar” o lubrificante a ser usado, consulte o fabricante, primeiro no manual do produto; depois, se necessário, no site do fabricante ou por telefone. Se ainda assim não conseguir, consulte um especialista em lubrificantes, ele poderá indicar o lubrificante correto. O especialista também é útil quando um equipamento é redimensionado e apresenta comportamento diferente do original. Ou, ainda, quando pretendermos buscar resultados diferentes daqueles que já conhecemos, que é o caso de substituição de lubrificantes minerais por lubrificantes sintéticos em que se espera aumento da vida útil do óleo e do equipamento.

No caso de plantas industriais, onde procuramos estabelecer uma menor variedade de lubrificantes em uso, para fins de maior facilidade de estocagem e manuseio e de redução de custo, há que se considerar, além daquilo que é estabelecido pelo fabricante, as condições externas, como: o ambiente local (contaminantes, temperatura ambiente e de serviço, grau de experiência e cuidado do lubrificador, se as trocas de óleo são feitas nos períodos recomendados etc.) e o regime de serviço (se contínuo ou intermitente, com carga total ou com carga parcial). Enfim, precisamos verificar se as condições a que estamos sujeitando o equipamento e o lubrificante estão conforme o estabelecido e projetado pelo fabricante, ou se é uma nova condição.

Lubrificante em excesso

A questão do excesso de lubrificante quase sempre é negligenciada. É extremamente comum esse tipo de problema, principalmente na graxa. E aí, quando esse excesso provoca o efeito contrário ao desejado, vindo a facilitar a fadiga e quebras dos elementos de máquinas, dizemos que o lubrificante “não presta”. Saber que um equipamento quebrou por falta de lubrificante é fácil de concluir, mas saber quando é pelo excesso fica bem mais complicado. É importante saber a quantidade exata a ser aplicada. Outro fator que devemos observar é em relação às misturas. Aqueles óleos que aparentemente são iguais podem conter óleos básicos e aditivos diferentes, apresentar viscosidades e índices de viscosidade também diferentes, podem conter excesso de contaminantes não visíveis a olho nu, entre outros. Certifique-se com os fabricantes sobre a compatibilidade de seus produtos e, se resolver fazer uma mistura, faça, antes, testes de compatibilidade.

É recomendada a Filtragem extra. Se for possível, filtre todos os lubrificantes que for utilizar. Lubrificantes com menores cargas de aditivos e viscosidades mais baixas, como óleos para turbinas, hidráulicos e especialmente os para comandos hidráulicos, são os mais sensíveis às contaminações. Esses devem receber cuidados especiais e filtragens extras, antes mesmo de entrarem em uso.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Coleta de resíduos sólidos gerados pelos lubrificantes

O importante papel das empresas com o desenvolvimento sustentável


Causando um enorme impacto ambiental, o número registrado de embalagens de óleo lubrificante descartadas no Brasil chega à média de 730 milhões, sendo 60% referentes ao óleo automotivo e os restantes 40%, às indústrias. Vale notar que o tempo de degradação de embalagens é de cerca de 100 (cem) anos, por isso a importância da conscientização a respeito do problema. Se em cada frasco “vazio” restar 20 ml de óleo, a cada ano teremos descartado mais de 8,5 milhões de litros de óleo no meio ambiente.

Pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, o óleo lubrificante usado é classificado com o código de identificação “F130 – Resíduo Perigoso – Classe I”, com característica de periculosidade T (tóxico) (ABNT, 2004). O óleo lubrificante usado ou contaminado, por não ser biodegradável, leva dezenas de anos para desaparecer do ambiente e, quando descartado indevidamente, causa grandes prejuízos, por exemplo: Um litro de óleo lubrificante usado ou contaminado pode contaminar um milhão de litros de água, contamina 1.000 m² de superfície aquosa (forma uma camada superficial tóxica que dificulta a passagem de luz e as trocas de oxigênio, causa a queda da fotossíntese aquática e a morte da fauna e da flora); Inutiliza totalmente o solo atingido, tanto para a agricultura, quanto para a edificação; Causa geralmente poluição hídrica superficial; Impacta o lençol freático e aquífero (reserva de água potável do futuro).

Por conter diversos elementos tóxicos (Cromo, Cádmio, Chumbo e Arsênio), o óleo causa danos à saúde dos trabalhadores que o manuseiam e à população vizinha com a contaminação do ar, água, solo e alimentos e causa ainda diversos problemas graves, como respiratórios, cancerígenos e efeitos adversos na reprodução e desenvolvimento do feto.

Para o transporte desse tipo de produto são seguidas duas linhas de pensamento: a econômica e a segurança (Lambert et al., 1998). A primeira diz respeito à área financeira e afeta as decisões comerciais. Já a de segurança relaciona as atividades sociais, como mão de obra, condições de trabalho, manutenção dos veículos, pois quando se refere a produtos perigosos todo cuidado tomado ainda é pouco. Segundo Ballou (1993), “o bom gerenciamento do manuseio e armazenamento pode resultar, além de segurança no processo operacional, em percepção dos clientes do comprometimento com a qualidade e consequente fidelização com a empresa.” Por esse motivo, as pessoas que atuam nesta área procuram tomar cautelas como: a identificação das unidades no transporte, os tipos de embalagens, a rota de veículos e os tanques de armazenamento, o acondicionamento de forma a poder movimentar o produto suportando os riscos no carregamento e descarregamento. Essas atividades são de responsabilidade do exportador, que segue as especificações do fabricante.

A atividade de coleta de resíduos sólidos gerados pelo uso de óleos lubrificantes, além da importância econômica para o país, tem um papel ambiental imprescindível, gerando diversos benefícios: Contribui para a redução da poluição. Assegura a destinação adequada de um resíduo perigoso; Diminui a necessidade de extração de petróleo e reduz a dependência de importação de derivados;

Resolver o problema dos resíduos sólidos pode significar uma demanda muito menor por serviços de saúde. A OMS estima que, para cada dólar investido no saneamento básico, do qual a gestão de resíduos sólidos é um dos principais itens, mas não o único, podem ser economizados US$4.00 na gestão dos serviços de saúde.

Preocupação ambiental e qualidade de vida O âmbito empresarial se depara hoje em dia com inúmeras questões, não mais restritas à área econômica da empresa. O lucro a ser arrecadado não é mais fator primordial aos empresários, atualmente foi criado um tipo de escada para se alcançar esse lucro, denominado atividade sustentável.



A avaliação do Relatório de Sustentabilidade Empresarial (RSE) nos mostra o percentual de participação em cada área de uma empresa e os pontos que a organização julga serem os mais importantes. Segundo o gráfico acima, constatamos que a participação da empresa tem uma maior concentração na área social com 53%; em seguida temos a área ambiental com 32%, e, por último, a parte econômica com 15%, sendo a menor concentração das informações, totalizando os indicadores.

As atividades empresariais que não se adequarem a esse novo método correm riscos de não conseguirem manter-se no mercado.

As empresas vêm percebendo que o crescimento do país se reflete diretamente na vida da população, daí a preocupação com a preservação ambiental e a qualidade de vida do ser humano. De acordo com Almeida (2002), uma empresa para ser sustentável deve buscar em todas as suas ações e decisões a ecoeficiência, procurando produzir mais e com melhor qualidade, gerando menos poluição e utilizando menos recursos naturais. A empresa que é partidária dos princípios da sustentabilidade deve ainda ser socialmente responsável, assumindo que está imersa num ambiente social no qual influi, ao mesmo tempo em que sofre influência. A motivação dos líderes empresariais deve ser respaldada numa visão de longo prazo, em que se leve em consideração os custos futuros e não somente os custos presentes.

Vinha (2003) destaca que um número cada vez maior de empresas passou a perceber que o custo financeiro da redução do passivo ambiental, como também a administração dos conflitos sociais, pode acabar sendo mais alto do que a decisão de respeitar os direitos humanos e o Meio Ambiente. A opção da empresa de ignorar a dimensão ambiental e social prejudica a imagem que a opinião pública tem sobre a corporação, dificultando inclusive a implementação de novos projetos e a renovação de contratos.

Azevedo ainda (2003), em trabalho anterior, ressalta que, embora algumas empresas demonstrem em suas diretrizes que sempre procuraram considerar a proteção ambiental, ao longo do tempo a maioria delas manteve suas políticas voltadas apenas para ganhos econômicos, com posturas predatórias em relação à natureza. As atividades empresariais que não se adequarem a esse novo método correm riscos de não conseguirem manter-se no mercado.

MEDIDOR DIGITAL PARA GRAXA


Excelência em Lubrificação 

Análise de Óleo


Juntando a minha irmã na sala de emergência para um problema com seu filho foi um momento esclarecedor. O médico ER entrou, analisou alguns registros históricos sobre o meu sobrinho e começou a fazer perguntas. Como qualquer mãe faria, minha irmã deu ao médico uma riqueza de informações, relevantes e não tão relevantes, a situação atual. Foi o trabalho do médico para filtrar as informações e determinar o que era verdadeiramente importante e útil. Ele continuou pressionando para obter mais informações e grelhar a minha irmã de esclarecimento, mesmo comentar o menor, que para ela pode ter parecido irrelevante, mas para ele foi significativa.
No caso da avaliação dos dados da amostra de óleo, é importante perceber que alguns problemas podem ser resolvidos com base em um único conjunto de dados ou um único teste.Como o médico no pronto-socorro, analista de petróleo precisa ter alguns dados históricos sobre o componente que está sendo verificado. Isso significa que o analista deve saber as perguntas certas para perguntar e ter a capacidade de ouvir o que está sendo dito, não apenas ouvir as palavras.Eu não pude deixar de perceber que este cenário é repetido muitas vezes no nosso mundo de análise de óleo, com algumas mudanças em caracteres. Na análise de óleo, o paciente é uma máquina. Mais especificamente, é um componente de algo maior. O usuário final tem o interesse na saúde do componente, ea pessoa avaliar os dados da amostra de óleo é o médico.Uma das primeiras perguntas a fazer ao analisar dados de análise de óleo é, "Qual é o objetivo da planta para este componente específico?" É totalmente possível e muitas vezes bastante a garantia de ter uma estratégia de análise de óleo para diferentes componentes diferentes atribuídos ao óleo programa de análise. A estratégia de análise adequada de óleo deve ser atribuído com base na importância do componente. Durante o desenvolvimento da criticidade do componente, um novo conjunto de questões se coloca, incluindo:


• Efeitos Saúde, segurança e meio ambiente se a falha ocorre
• O impacto de perda de produção devido à falha
• Potencial de custos de reparação devido a uma falha
• tempo médio histórico entre falhas (MTBF)
• Eficácia dos sistemas de alerta precoce


Compreensão criticidade componente é absolutamente vital no estabelecimento de uma estratégia de análise adequada de óleo. Estive recentemente em uma fábrica onde os componentes foram adicionados ao programa de análise de óleo em uma base ad-hoc. Em suma, se um componente defeituoso, foi então adicionada à análise de óleo. Em outra fábrica, o gerente de manutenção queria que todos os componentes cheio de óleo que passar por análise de óleo. Obviamente, nenhuma dessas estratégias vai terminar com o resultado desejado, que deve ser a identificação precoce de potenciais falhas usando um método comprovado de custo efetivamente monitorar a condição do equipamento.

 Intervalo de Teste

A próxima pergunta a ser feita deveria ser: "É a ardósia teste atual e intervalo de teste capaz de fornecer as informações que precisamos para cumprir os objectivos de plantas para este componente?"
Ao desenvolver uma estratégia de análise de óleo, devemos considerar dois componentes principais: ardósia teste e intervalo de teste. Esses dois componentes podem mudar dependendo da estratégia tomada.

Em resumo, não existe uma estratégia geral para análise de óleo. O objetivo é exercer um método pelo qual um bem desenvolvido programa de análise de óleo pode ser implementado e mantido. Ao fazer isso, as perguntas certas precisam ser feitas com a informação relevante a ser fornecida para o analista dos dados, se esse analista é no local ou remoto. Uma vez que isso acontece, podemos garantir que o programa estará em melhor posição para alcançar os resultados desejados a um custo acessível.



Análise de óleo  • A atividade de rotina de análise de propriedades lubrificantes e contaminantes em suspensão para efeitos de monitorização e comunicação de informações oportunas, significativas e precisas sobre lubrificante e condições da máquina.

sábado, 18 de dezembro de 2010

NR-12: SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.





Foi publicada no dia 17/12/2010, atraves da Portaria SIT 197, a nova redacao da Norma Regulamentadora de numero 12, que define referencias tecnicas, principios fundamentais e medidas de protecao para garantir a saude e a integridade fisica dos trabalhadores. Estabelece tambem requisitos minimos para a prevencao de acidentes e doencas do trabalho nas fases do projeto e de utilizacao de maquinas e equipamentos de todos os tipos, e ainda de sua fabricacao, comercializacao, exposicao e cessao a qualquer titulo, em atividades economicas.

A Norma Regulamentadora 12 apresenta duas tabelas com prazos para adequacao. A primeira trata dos prazos para fabricantes adequarem sua producao (maquinas e equipamentos ainda por comercializar); a segunda trata dos prazos para adequacao pelas empresas das maquinas e equipamentos ja em uso.

Com relacao a primeira, nao ha grande impacto, porque trata da adequacao do equipamento para fabricacao, cujo custo ficara diluido no preco final da maquina. Preocupa a segunda tabela, que impoe prazos de 4, 12, 18, 24 e 30 meses para a adaptacao. O impacto nesse caso e direto, porque se da sobre o parque fabril ja existente. Porem, em seus anexos, estabelece para alguns setores especificos prazos que, dependendo do numero de empregados, iniciam com 18 meses e podem chegar ate 66 meses para se adequarem as exigencias da referida NR.

Cabem aqui uma algumas reflexoes: O que as empresas ja realizaram ate o momento? Sera que as empresas tiveram tempo habil para inserir os custos das adequacoes em seus orcamentos de investimentos anuais?

O prazo comecou a contar a partir da data de publicacao no Diario Oficial da Uniao da Portaria 197, que ocorreu em 24/12/2010; Tendo em vista a abrangencia dessa Norma Regulamentadora, por que nao foram concedidos prazos similares para todos os segmentos da industria? Poderia ser criado um programa com prazo para adequacao total de cinco anos.

Certamente o atendimento a essa Norma Regulamentadora propiciara o aprimoramento das condicoes do trabalhador, tornando as maquinas e equipamentos muito mais seguros para sua utilizacao, reduzindo assim o numero de acidentes em nosso pais. Porem deve-se buscar que a NR tenha prazos mais flexiveis na adequacao dos itens estabelecidos, possibilitando aos empresarios diluir os custos necessarios as adequacoes ao longo do tempo, evitando assim um impacto no orcamento das empresas.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Análise de Óleo Case


sábado, 23 de janeiro de 2010

Exposição ocupacional a agentes químicos


A cada dia, a Química adquire maior importância na vida moderna, em virtude da crescente aplicação de produtos químicos em todas as atividades humanas. Com o objetivo de celebrar as grandes descobertas e os últimos avanços científicos e tecnológicos da Química, na 63ª sessão da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas - ONU, 2011 foi proclamado o Ano Internacional da Química. Recentemente, o Brasil avançou para o oitavo lugar como produtor químico mundial. Em consequência do sucesso do agronegócio, o país é hoje o maior consumidor de agrotóxicos do mundo.

Deve ser assinalado que, ao lado dos efeitos desejados, que justificam sua utilização, os produtos químicos apresentam efeitos tóxicos que, dependendo da intensidade da exposição, podem se manifestar a curto, médio e longo prazos. Os efeitos tóxicos podem corresponder a praticamente todas as doenças conhecidas, desde irritações dos tecidos, alergias, doenças dos diversos aparelhos (circulatório, respiratório, digestivo) e sistemas (nervoso, endócrino, imunológico), inclusive diversos tipos de câncer. Em razão do exposto, a sociedade brasileira precisar estar melhor preparada para desenvolver, eficazmente, medidas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de intoxicações.



Neste artigo vamos tratar da exposição ocupacional aos agentes químicos, enfatizando a vulnerabilidade do nosso aparelho respiratório aos poluentes dispersos no ar. Os agentes químicos podem estar presentes nos ambientes de trabalho sob a forma de gases, vapores, líquidos e aerodispersóides. Os gases se apresentam no estado gasoso a 25º C de temperatura e 760 mm Hg de pressão. Os vapores correspondem à fase gasosa de substâncias que, a 25º C de temperatura e 760 mm Hg de pressão, são sólidas ou líquidas. Os aerodispersóides correspondem a material sólido ou líquido fragmentado sob a forma de partículas em suspensão no ar, abrangendo:

poeiras - partículas sólidas produzidas pela ruptura mecânica de materiais sólidos;
fumos - partículas sólidas resultantes da condensação e oxidação de emissões geradas por substâncias sólidas submetidas a altas temperaturas;
névoas - partículas líquidas produzidas pela ruptura mecânica de líquidos;
neblinas - partículas líquidas produzidas pela condensação de vapores de substâncias líquidas à temperatura ambiente.



Em todas essas formas, os agentes químicos tendem à expansão no ar. Os gases e vapores tendem a se expandir indefinidamente, ocupando todo o espaço disponível. Os líquidos evaporam em contato com o ar e tendem a sofrer projeções e derramamentos, bem como a fluir para níveis mais baixos. Ao aumentar sua superfície de contato com o ar, os líquidos passam a evaporar mais. As névoas e neblinas têm também grande expansibilidade no ar. Os sólidos, na forma microfragmentada, como poeiras ou fumos, tendem a se expandir no ambiente, principalmente na presença de correntes de ar. As altas temperaturas, comuns nos processos industriais, aumentam a tendência expansiva dos agentes químicos no ar.

Por intermédio da dispersão aérea, os agentes químicos atingem, passivamente, a zona respiratória dos trabalhadores, conforme mostra a figura 1. Além da expansibilidade aérea das substâncias, outros fatores contribuem para tornar os pulmões a principal porta de entrada no organismo de substâncias tóxicas presentes no ar dos locais de trabalho: 1) a respiração é um processo contínuo, ou seja, o homem trabalha e ao mesmo tempo inala o ar ao seu redor; 2) a área de absorção dos alvéolos pulmonares é imensa, estimada em 140 m2, em contato direto com o ar ambiente; 3) inexistência de qualquer barreira entre a zona respiratória e os alvéolos pulmonares; e 4) a espessura da membrana que separa o ar ambiente do sangue nos pulmões é muito delgada, facilitando a absorção pulmonar.

A tendência expansiva das substâncias no ar associada às características anatômicas e fisiológicas descritas fazem dos pulmões a principal via de absorção de agentes químicos, responsável por cerca de 90% das intoxicações ocupacionais. Após serem inalados, os agentes químicos podem atingir a circulação sanguínea e se distribuírem por todo o organismo.

A pele íntegra pode ser porta de entrada de substâncias constituídas por moléculas pequenas e solúveis em gordura, no estado líquido, que estabeleçam contato direto com ela, ou pelo uso de roupas impregnadas por resíduos químicos.

O aparelho digestivo pode funcionar como via de entrada de agentes químicos presentes nas mãos e unhas sujas, bem como em decorrência da ingestão de alimentos no local de trabalho ou da ingestão acidental. Após a absorção por qualquer dessas vias, os agentes químicos entram na circulação sanguínea e podem exercer ação tóxica direta sobre o sangue, bem como sofrer distribuição pelas diversas partes do organismo, atravessando barreiras formadas por células de diferentes tecidos do organismo.

Torna-se evidente a importância de proteger a zona respiratória das pessoas que trabalham com produtos químicos. Para tanto, é necessária a colocação de barreiras apropriadas entre os locais de emissão de produtos químicos e a zona respiratória dos trabalhadores. Tais barreiras devem ser previstas no projeto do empreendimento e colocadas: 1) na fonte de emissão de agentes químicos (enclausuramento da fonte); 2) na trajetória de expansão dos agentes químicos no ar por meio de sistemas de exaustão; e 3) complementadas com o uso de equipamentos de proteção respiratória, conforme o Programa de Proteção Respiratória preconizado pela Instrução Normativa SSST/ MTb nº 1, de 11 de abril de 1994. O Programa de Proteção Respiratória será tema de futuro artigo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Confiabilidade Humana na Lubrificação

Atualmente uma das características marcantes das organizações é a complexidade da dinâmica imposta à força de trabalho. As empresas vivem e desenvolvem-se em meio de sistemas sociotécnicos que evoluem continuamente, os quais expõem todos os colaboradores a atividades, interações, percepções e comportamentos cada vez mais avançados e abrangentes. A lubrifi cação, como um dos fundamentos da manutenção industrial, não foge à regra nesse novo cenário.
Esse cenário, contextualizado em mudanças tecnológicas aceleradas, globalização extensiva e competição acirrada, impõe que as organizações estejam preparadas para suportar as mudanças. As empresas devem agora ser capazes de:

“Disponibilizar novas ferramentas aos trabalhadores;
Desenvolver ambientes cooperativos;
Proporcionar uma aprendizagem contínua;
Estar atentas às situações emergentes;
E ainda incorporar as inovações que surgem ao
longo do processo de trabalho.”
(SANTOS et al., 2009)

As empresas precisam ser ágeis para suportar o ambiente competitivo em que atuam visando manter a competitividade e o valor. A lubrifi cação e o profi ssional de lubrifi cação, seja: o engenheiro, o supervisor ou mesmo o mecânico lubrifi cador, precisam incorporar novas atitudes e novos conhecimentos para incrementar a confi abilidade humana na lubrifi cação. Já se foi o tempo em que a lubrifi cação era pouco prestigiada dentre as disciplinas da manutenção. Hoje a lubrifi cação não se limita a “bater graxa ou trocar óleo” em períodos determinados.
As equipes de lubrifi cação hoje trabalham inseridas em conceitos modernos de manutenção, como TPM (Manutenção Produtiva Total) ou RCM (Manutenção Centrada na Confi abilidade), entre outros, na busca incessante de disponibilidade, confi abilidade operacional e consequente agregação de valor na produção.
Desse modo, analisaremos as “tarefas” listadas acima em termos de confi abilidade humana na lubrificação:
  • Disponibilizar novas ferramentas aos trabalhadores – As ferramentas de lubrifi cação tendem a se tornar instrumentos de precisão que incorporam funções de controle, aquisição de dados e medições precisas, além de propriamente possibilitar a lubrificação precisa. Podemos exemplifi car com a introdução de coletores de dados auxiliando as rotinas dos mecânicos e substituindo paulatinamente as ordens de serviço e inspeção em formulários/fichas de papel. Esses coletores, por sua vez, estão interligados com sistemas de informação/controle e gestão que permitem, já em tempo real, aos gestores da manutenção e aos outros gestores da empresa atuar de forma sistêmica, isto é, integrar os dados obtidos na lubrifi cação com outras informações como: estoques, cadastros, custos, reservas de material, planejamento de execução de serviços etc. Há inclusive coletores de dados que fotografam, medem temperatura e são intrinsecamente seguros. A automação e a informática entraram defi nitivamente na lubrifi cação e tendem, ao contrário do senso de alguns mecânicos, ampliar os seus respectivos escopos de trabalho, pois a utilização de novas tecnologias liberará o tempo desses profi ssionais para tarefas mais gratifi cantes e estimulará o potencial criativo de cada um deles. Outro exemplo interessante é a utilização de “caneta” de ultrassom para controlar a quantidade de lubrifi cação. Com essa tecnologia, a quantidade de óleo ou graxa a ser utilizada é determinada pela resposta do elemento que está sendo lubrifi cado ao ultrassom emitido pela caneta. Foi-se o tempo de determinações de se lubrificarem quantidades fi xas.
  • Desenvolver ambientes cooperativos – O desenvolvimento de ambientes em que o feedback seja estimulado é fundamental para a ampliação da confi abilidade. Mesmo com toda sorte de procedimentos e rotinas padronizadas, existem aspectos e conhecimentos sobre a lubrifi cação, em cada determinado contexto, que só emergem e se aprimoram por meio de exercício de feedback e de refl exão coletiva. A motivação é outro poderoso ingrediente na obtenção de tais ambientes, uma vez que estimulará o foco, a criatividade e a busca de fazer cada vez melhor. O reconhecimento e a recompensa são instrumentos poderosos na motivação das equipes de lubrifi cação. A promoção do inter-relacionamento e do espírito de equipe deve ser outra atitude permanente na busca desses ambientes. Por fi m, o ambiente cooperativo propicia a liberdade de criar, de participar de brainstorms e de solucionar as necessidades que surgem.

  •  
  • Proporcionar uma aprendizagem contínua – Neste ambiente de inovação permanente e vertiginosa, em que a obsolescência ronda tudo e todos continuamente, a aprendizagem precisa ser contínua e muitas vezes autônoma e espontânea. A confi abilidade humana necessita de que as empresas sejam ágeis, para que os novos recursos e tecnologias disponibilizadas sejam utilizados em todo o seu potencial.
    Para exemplifi car, na lubrifi cação, a atualização permanente de softwares de gerenciamento de lubrifi cação, de termografi a e de seleção de meios fi ltrantes requerem retreinamentos em base, pelo menos, anual. O conhecimento de informática e a habilidade com computadores são habilidades que devem ser desenvolvidas e aprimoradas.
  • Estar atentas às situações emergentes – Novas situações internas e externas requerem respostas rápidas e até inovadoras visando à manutenção e à ampliação da confi abilidade. Bom exemplo disto são as exigências de certifi cações de sistemas de qualidade, segurança e meio ambiente exigidas entre as empresas na realização de negócios. São essas certifi cações que induzem à qualifi cação das equipes envolvidas nos processos de produção, como as equipe de lubrifi cação. Grandes empresas já exigem que as equipes de lubrifi cadores tenham Ensino médio técnico, uma certifi cação em lubrifi cação e até conhecimento em leitura e interpretação de plantas e desenhos mecânicos digitais.
    Há situações também nas quais o contexto de negócios exige que a manutenção autônoma seja adotada, fazendo com que a equipe de lubrifi cação migre para uma atividade mais próxima da atividade de inspeção preditiva na rotina e que só atue em lubrifi cação em macro lubrifi cações de paradas programadas.

  •  
  • Incorporar as inovações que surgem ao longo do processo de trabalho – Há processos e aspectos que são identifi cados no decorrer da integração de novos equipamentos e tecnologias. Essa integração pode resultar na demanda de novas formas de trabalhar e na necessidade de se apropriar novas tecnologias de lubrifi cação. A lubrifi cação de mancais de bombas de processo em refi narias é um bom exemplo disso. A lubrifi cação por copo desses mancais mostrou-se inefi ciente com o novo paradigma de disponibilidade e confi abilidade exigido para estas bombas. Com a introdução dessa tecnologia, a lubrifi cação incorporou aspectos de inspeção, controle e reparo até então inexistentes. O sistema de névoa trouxe novas rotinas e tarefas ao lubrifi cador, assim como proporcionou à equipe de lubrifi cação a ampliação de conhecimentos em mecânica dos fl uidos, automação, pneumática etc. O desafi o da confi abilidade humana na lubrificação não difere dos desafi os da confi abilidade humana em demais profi ssões de sistemas sociotécnicos, até porque os anseios e as necessidades humanas de reconhecimento, valorização e aceitação são muito semelhantes em um grande número de culturas e sociedades. O que torna o tal desafi o particularmente peculiar na lubrifi cação é o fato de que o pessoal, as atividades e a tecnologia envolvidos, até pouco tempo atrás, não eram considerados elementos estratégicos na engenharia de manutenção nem na própria manutenção industrial. Felizmente esse quadro está mudando para melhor.
“Não existe processo que atinja bons resultados
se não for através de pessoas qualifi cadas, certificadas
e motivadas. Este é o mais importante fator crítico
de sucesso” (KARDEC,2001).

A Sala de lubrificantes

O ponto de Partida.



Muito tenho abordado, em controle da contaminação, técnicas de filtragem, flushing, impactos dos contaminantes do lubrificante nos equipamentos, capacitação dos recursos humanos, amostragem correta e outras demandas operacionais, visando à correta e eficaz lubrificação industrial.x A cada dia a tecnologia evolui e, em decorrência, apresenta-nos as realidades funcionais e operacionais de maneira mais rica e abrangente. O impacto da tecnologia e do conhecimento aplicado na engenharia de lubrificação não é diferente. Mais e mais a ciência se aprofunda nos fenômenos do atrito e nas propriedades e comportamento dos materiais. A nanotecnologia já permite aos pesquisadores “visualizar” o que se passa em nível molecular na interação do lubrificante com as superfícies em movimento relativo. Nanosensores são capazes de medir com precisão espessuras de algumas poucas micras. Os nanoaditivos já são uma realidade e são promissores no advento de uma nova geração de lubrificantes inteligentes: os filtros absolutos de última geração utilizam meios filtrantes manufaturados com terras raras (Lantanídeos), e praticamente não apresentam nenhum tipo de delta P durante o seu ciclo de vida. Há inúmeros outros assuntos instigantes que serão tema de artigos futuros.

Entretanto há aspectos estruturais que devem ser atendidos para que as empresas possam se apropriar desses prodígios da tecnologia no amanhecer deste século, que clama por eficiência energética, confiabilidade, maximização dos recursos e economia ambiental. Para que esses paradigmas possam ser apropriados na engenharia e na prática da lubrificação, a integridade do lubrificante antes do uso deve ser assegurada de forma profissional. Qual é o ponto de partida? Como fazê-lo? Somente através de um armazenamento e distribuição criteriosa dos lubrificantes dentro da instalação industrial. Isso só pode ser feito, se estiver disponível um armazém de lubrificantes estruturado e organizado, assim como uma ou diversas salas de lubrificação dotadas de todas as funcionalidades, ferramentas e acessórios, visando à utilização de toda essa tecnologia contida nos lubrificantes e à eliminação de qualquer tipo de desperdício.

Não adianta comprar lubrificantes de alta qualidade, se não sabemos armazená-los até o momento do uso. Em um armazenamento inadequado, podemos perder toda a “qualidade” do lubrificante e comprometer substancialmente todo o resultado pretendido, que, em última análise, é a lubrificação confiável do equipamento.

Dessa forma, há duas estruturas físicas na manutenção do lubrificante antes do uso que, em verdade, estão deixando de ser ”básicas” e se tornando, como será visto abaixo, estruturas sofisticadas e avançadas. São elas: o armazém de lubrificantes e a sala de lubrificação.



O armazém de lubrificantes

O armazém de lubrificantes deve ser o mais protegido possível em termos de exposição a toda sorte de contaminantes e de movimentação excessiva. Deve sero mais hermético possível e só deve ser acessado por pessoas autorizadas e treinadas nos procedimentos operacionais de movimentação de cargas e lubrificantes. Um conceito básico a ser incorporado é que o armazém de lubrificantes está muito distante de um simples depósito de lubrificantes. Grande parte do que os lubrificantes não precisam é um depósito. Depósito é um lugar bom para se armazenar sólidos e outras mercadorias, não lubrificantes.

Seguem alguns aspectos e características necessários à instalação de um armazém de lubrificantes de classe mundial:

O controle atmosférico - A ventilação e exaustão devem ser controladas, não excedendo a 0,9 m³ por minuto/ m² de área útil. O portão de acesso deve ser o mais preciso e hermético possível. O controle de temperatura pode ser incrementado com a utilização de telhas duplas com isolamento térmico, tipo sanduíche, e forro rebaixado. O beiral do telhado deve ter um comprimento suficiente para manter as chuvas longe das paredes.A estabilidade de temperatura e de umidade dentro do armazém pode prolongar substancialmente a vida dos produtos armazenados. A faixa de temperatura de 28 a 30 °C deve ser a referência. A contaminação do ar deve ser controlada através de pré-filtros de elevada eficiência, visando ao controle de particulados > ou = a 10 micra;

A Iluminação - É fundamental que seja intensa o suficiente para a correta localização, identificação e movimentação de todos os produtos estocados sejam possíveis. A iluminação natural através de dutos refletivos e domos de acrílico tem ocupado um lugar importante no atendimento desse conceito. A economia de energia elétrica pode ser expressiva;

A movimentação ergométrica - Evitar impactos em embalagens de lubrificantes armazenados é uma prática altamente recomendada. A eliminação de movimentação e queda “pneumática” ou tombos diversos em embalagens é a melhor forma de evitar acidentes e autocontaminação do lubrificante dentro da embalagem. Quando a embalagem metálica sofre um impacto ou um esforço excessivo, imediatamente e internamente ela libera partículas no produto contido. Se esse produto for um óleo hidráulico, nesse exato momento, a causa raiz de problemas futuros pode estar sendo criada. Para evitar esses impactos, o armazém deve dispor de plataforma/empilhadeira ou dispositivo de movimentar tambores e, se for um armazém de grande tamanho, deve dispor de plataforma/empilhadeira para movimentar e suspender pallets de tambores ou contentores;

O piso - O piso do armazém deve ser antiderrapante, impermeabilizado e, de preferência, conter uma sinalização horizontal que auxilie na organização e localização precisa dos lubrificantes pelos seus grupos funcionais, tipos, usos etc. A sinalização horizontal é interessante também para delimitar as áreas de movimentação de dispositivos de transporte/movimentação e de empilhadeiras. Uma borda de contenção também deve ser prevista para o caso de derramamento e vazamento acidental de produtos. Esta borda evita que os produtos vazados ultrapassassem os limites do armazém. Ver no detalhe 1, na página 15, o corte dessa borda na soleira/ base da porta de correr do armazém. Como alternativa, uma grelha integrada a uma caixa separadora poderia igualmente ser utilizada. O kit contra vazamentos (spill kit) também deve ser disponibilizado, com capacidade de absorção, de, no mínimo, 10% do volume total de lubrificantes do armazém.



Não menos importante é a sinalização vertical identificadora dos produtos nas paredes e/ou prateleiras do armazém. Estas, de preferência, devem ser feitas indicando minimamente: o nome do produto, a viscosidade, a utilização, a embalagem. Na página 15 o layout de referência para o armazém de lubrificantes proposto. Cabe lembrar que as fichas técnicas dos produtos armazenados e as fichas de informações de segurança de produtos químicos-FISPQs hoje são obrigatórias nesses espaços.

Depois de resolvida a questão do armazém dos lubrificantes, chega a hora da distribuição desse lubrificante para as áreas ou unidades industriais. Essas salas tornam-se, a cada dia, mais sofisticadas, elaboradas e controladas, pois são nes- Um rack de tambores de óleo em uso na sala de lubrificação com filtro de respiro. ses locais que se preparam os lubrificantes e a “instrumentação”, para aplicá-los aos equipamentos, assim como são nessas salas que são separadas todos os materiais e utensílios para a operacionalização da monitoração preventiva ou preditiva dos equipamentos através dos lubrificantes em uso. Estas salas devem ser aptas e apoiar o seguinte:

- O condicionamento, preparação e fracionamento dos lubrificantes provenientes do armazém;
- A guarda e a manutenção das ferramentas manuais de lubrificação, inspeção e controle (ex: bombas de graxa, bombas pneumáticas, manuais ou elétricas de óleo, termômetros a laser, canetas de vibração etc.;
- A preparação, a guarda, a manutenção e o reparo dos utensílios, carros de filtragem ou de recuperação de lubrificantes e ferramentas de lubrificação;
- O planejamento e a roteirização da manutenção;
- A preparação e guarda do material para a coleta de amostras de lubrificantes;
- O armazenamento e a manipulação de outros consumíveis de lubrificação como filtros, elementos filtrantes, vedações, mantas absorventes, filtros de respiro, pinos graxeiros sobressalentes, lubrificadores automáticos monoponto etc.

Em termos estruturais, a sala de lubrificantes deve conter todas as funcionalidades e características do armazém descritas acima, porém deve ser mais “hermética” e preferencialmente ter uma porta dupla ou antessala de acesso, visando minimizar a entrada de correntes ou lufadas de ar. O condicionamento e a filtragem do ar também são recomendados. A exaustão deve ser calculada tomando-se como base 1,2 a 1,8 m³por minuto/m² de área útil. No layout ao lado temos uma sala de lubrificantes com as características apresentadas.



Pode-se perceber que o armazém dos lubrificantes e a sala de lubrificação evoluíram e continuarão a evoluir como exige a moderna lubrificação de equipamentos, devido à demanda por práticas, métodos e processos de lubrificação mais sofisticados e precisos. Nesses processos, o lubrificante é uma parte vital, que, para cumprir o seu papel, deve ser mantido até a hora de abastecer o equipamento de destino em uma condição igual, se não melhor, à do dia em que entrou no armazém do cliente consumidor. Esse é um grande desafio na higiene industrial, visando a uma lubrificação de ponta ou até mesmo, de “classe mundial”

Filtros de lubrificantes

A correta especificação do elemento filtrante é fator de extrema importância na confiabilidade e segurança operacional.

O filtro de lubrificante é um componente vital para qualquer sistema ou equipamento que contenha um único filtro ou vários - isso é um consenso de todos os mecânicos e do pessoal de manutenção envolvidos em lubrificação. Então por que temos tantos problemas de lubrificantes contaminados? Por que temos tantos problemas de lubrificantes em serviço mal filtrados ou condicionados, colocando em risco a confiabilidade operacional e os equipamentos? Ou, pior ainda, por que temos tantos equipamentos falhando por deficiência do nível de limpeza dos lubrificantes? É claro que as respostas são várias, entretanto, na grande maioria dessas respostas, o filtro incorreto, o elemento filtrante, por uma ou outra razão, aparecerá como um dos “vilões” causadores dos problemas. Essa vilania dos filtros decorre frequentemente pelo desconhecimento da tecnologia e da terminologia necessária à correta especificação do elemento filtrante, assim com de uma base consistente para o acompanhamento de seu desempenho e vida útil.

Neste artigo abordaremos os conceitos, grandezas e normas necessárias à correta escolha do elemento filtrante, considerando que o projeto e a especificação do sistema e subsistemas de lubrificação, inclusive as especificações das carcaças, estejam corretos, visando a uma especificação ou escolha precisa e confiável do filtro do lubrificante.

Sabendo que: “O óleo está para a máquina assim como o sangue está para o corpo humano”, podemos inferir que “ O filtro está para a máquina assim como os rins estão para o corpo humano”.

Nível de limpeza requerido
É a informação mais importante para a correta especificação do elemento filtrante. Todo fabricante de equipamento informa (ou deveria) o nível de limpeza exigido para o lubrificante pelo seu equipamento. Esse nível de limpeza deverá assegurar o funcionamento do equipamento desde que seja mantido. Muitas vezes quando um equipamento, falha no período de garantia, a perda dessa mesma garantia decorre da contaminação excessiva do óleo detectada pelo fabricante. Para se reportar o nível de limpeza requerido por um sistema ou equipamento, no meio industrial, a norma ISO 4406:1999 começa a se disseminar, fazendo com que a norma NAS 1638 aos poucos deixe de ser usada. Exemplo: Nível de limpeza reportado pela Norma ISO 4406: 20/18/15

ISO 4406
Essa norma, modernizada em 1999, reporta o nível de limpeza em um código de três faixas de partículas:

  • O primeiro número reporta partículas maiores ou iguais a 4 microns em 1 ml de lubrificante. Do exemplo acima: 20/.../...
  • O segundo reporta partículas maiores ou iguais a 6 microns em 1 ml de lubrificante. Do exemplo acima : .../18/...
  • O terceiro reporta partículas maiores ou iguais a 4 microns em 1 ml de lubrificante. Do exemplo acima : .../.../15
Os códigos reportados definem faixas de contaminantes nas classes > ou = 4, 6 e 14 microns, conforme tabela ao lado:

Níveis de Limpeza Recomendados
O melhor nível de limpeza a ser seguido é o recomendado pelo fabricante do equipamento. Quando essa recomendação não está disponível, há objetivos de níveis de limpeza comprovados para o lubrificante de acordo com os tipos de equipamento.

Essas recomendações podem variar para mais ou para menos em função de idade do equipamento, revamps, configurações críticas de montagem, ambiente e operação desses mesmos equipamentos.

Através dos tipos e grupos de equipamentos, sabemos os elementos/componentes que os compõem, seus sistemas de filtragem, seus perfis de desgaste, assim como as suas folgas típicas. São esses elementos que determinam basicamente os tamanhos das partículas contaminantes de interesse, assim como as suas concentrações limite.

O nível de limpeza para o equipamento será aquele que deve ser mantido em quaisquer circunstâncias, em que todos os componentes estarão protegidos. No caso de existirem componentes ultrassensíveis, eles deverão ser protegidos por filtros adicionais de segurança.

Há situações extremas em que determinados componentes, como servo válvulas, têm níveis de limpeza que, para serem atingidos, exigem filtros de segurança dedicados, de micragem menor e eficiência maior do que o exigido pelo filtro principal do equipamento.

Níveis de Limpeza Ajustados
Par a determinação mais precisa do nível de limpeza necessária a uma determinada aplicação, em determinado contexto, visando à escolha do elemento(s) filtrante(s) similar(es), os fabricantes de filtros dispõem de ferramentas interativas de determinação do nível/objetivo de limpeza. Através desse nível de limpeza, chega-se à micragem e razão compatível. A utilização eventual de uma ferramenta como essas pode confirmar se estamos utilizando um nível de limpeza adequado e confirmar a necessidade da existência de um fornecedor adicional de filtros.

Eficiência do Filtro
Essas grandezas permitem ao usuário ter uma sensibilidade relativa da capacidade e velocidade do elemento filtrante em reter os contaminantes nas micragens de interesse determinadas a partir dos níveis de limpeza requeridos. São grandezas obtidas em testes de múltipla passagem. Atualmente o Teste Multi-pass ISO 16889 é o mais utilizado. Ele informa basicamente três características do elemento filtrante:
  • a capacidade de retenção de contaminantes;
  • diferencial de Pressão;
  • a eficiência de filtragem β.
São grandezas de laboratório, mas nos ajudam muito a ter sensibilidade quanto à qualidade dos elementos filtrantes que usamos ou que precisamos usar. Permitem-nos ainda determinar qual o melhor elemento filtrante a ser utilizado, quando os fatores velocidade e eficiência do elemento filtrante fazem a diferença. O conhecimento dessa grandeza possibilita-nos ainda rechaçar fornecedores de elementos filtrantes de qualidade inferior.

Razão Beta (x), onde x é o tamanho da partícula em microns

βx = Nº de partículas x antes do filtro / Nº de partículas x depois do filtro.

Ex: um elemento filtrante com 7 = 1000 permite que apenas 1 partícula de 7 microns em 1000 partículas de 7 microns passe por ele.

A razão permite inferirmos com que velocidade o filtro atinge um determinado objetivo de limpeza e/ou recupera. É o critério mais importante para se classificar um elemento filtrante.

Eficiência E
Eficiência ‘x’ = (1- 1/ ) x 100%, onde ‘x’ é o tamanho específico da partícula em microns.

Os filtros são considerados absolutos quando têm a eficiência igual ou superior a 95%. Os filtros nominais têm a eficiência E entre 50 % e 95% para uma determinada classe de partícula.

Uma das vantagens de se conhecer a razão Beta é que a comparação dessa razão entre dois filtros pode variar bastante, ainda que as eficiências E deles sejam bastante próximas. Ver exemplo abaixo:
βn = 20 significa uma eficiência de:
(20-1 x 100%)/20=95% para partículas maiores que n microns Observemos agora, se n=200, teremos uma eficiência E de: (200-1 x 200%)/200=99,5% para partículas maiores que n microns

Em resumo: Ainda que a eficiência entre os dois filtros varie somente 4,5%, teremos 300 % de partículas maiores que n microns a vazante do elemento filtrante de eficiência menor.

Essa é a razão mais importante de não se especificar ou aceitar fornecimento de elemento filtrante de reposição com razão Beta menor do que a especificada e/ou exigida pelo equipamento.

A verificação da eficiência do filtro
Essa verificação pode e deve ser realizada através de monitoração periódica do lubrificante. Caso o nível de limpeza necessário fique e ou se estabilize aquém do necessário, uma nova especificação de um filtro mais fechado e/ou mais eficiente deverá se buscada.

Um laudo típico de monitoração do filtro através do lubrificante para um sistema hidráulico, por exemplo, deve apresentar o seguinte:
  • Nível de Limpeza do lubrificante – Dentro da faixa ajustada pelo usuário ou dentro da faixa recomendada pelo fabricante
  • Partículas de desgaste:
    1. Alumínio – 5 ppm
    2. Cromo – 9 ppm
    3. Cobre – 12 ppm
    4. Ferro – 26 ppm
    5. Silício –15 ppm
  • Viscosidade: + ou – 10% da viscosidade do óleo novo
  • Água: < 150 ppm;
  • Aditivação: - 10% da aditivação original do óleo novo.
A correta especificação do elemento filtrante garante a manutenção ou estabilização do nível de limpeza que o equipamento necessita, visando basicamente ao seguinte:
  • Facilitar a intercambialidade de fabricantes sem sobressaltos;
  • Estabilizar o nível de limpeza no padrão especificado;
  • Manter o nível de desgaste controlado;
  • Otimizar o custo de reposição dos filtros;
  • Aumentar a vida dos componentes e do lubrificante.
Adicionalmente a correta especificação do elemento filtrante é fator de extrema importância na confiabilidade e segurança operacional, permitindo que o usuário evite a utilização de filtros de baixa qualidade que frequentemente são oferecidos no mercado pela atratividade do baixo preço. Quando o usuário ou o profissional de manutenção estiver apto a especificar um filtro e/ou elemento filtrante adequadamente, as armadilhas ou afirmações como “O filtro que fornecemos é de 5 microns igual ao original”, ou “ Filtro absoluto é tudo a mesma coisa “, ou “ Tenho um filtro especial de 1 mícron que é melhor que o seu filtro de 10 microns” não farão mais sentido.

Os pontos chave para especificação do filtro
  • Explicite o nível de limpeza requerido pelo sistema e pelos componentes sensíveis se existirem. Utilize a norma ISO 4406.
  • Use a referência do elemento filtrante recomendado pelo fabricante com a micragem na respectiva razão β. Há alguns fabricantes que reportam a razão β para várias micragens. Tanto melhor, pois proporciona uma classificação mais completa do filtro.
  • Atenção para a eficiência E dos filtros. Dois filtros diferentes podem ter a eficiência muito próxima, mas ter
  • O(s) filtro(s) principal(is) de um equipamento ou sistema deve(m) manter o nível de limpeza requerido em qualquer circunstância, e os filtros de segurança devem ser previstos e considerados para componentes muito sensíveis.
  • Os filtros de ar devem ter a mesma razão β na micragem
  • Elementos filtrantes rápidos e muito fechados, isto é, de baixa micragem e β alto não são apropriados para repor elementos filtrantes onde uma micragem baixa em β baixo é exigida, a menos que haja uma razão especial para esse procedimento. Esse filtro fechado se esgotará rapidamente. Elemento filtrante fechados e rápidos - (ex: Filtro 2 = 1000) é um elemento previsto para equipamentos que normalmente trabalham muito limpos.
  • A análise físico-química do lubrificante é a melhor forma de confirmar se os elementos filtrantes escolhidos, nas suas respectivas razões β, estão de acordo com o
  • Nunca desabilite filtros ou dispositivos de by-pass, se houver. Em geral são filtros de alta razão β em ampla micragem e/ou subsistemas acoplados a desidratadores do lubrificante.
  • Exemplo das notações na especificação de um elemento lubrificante de precisão:
    • Elemento filtrante β10 = 75 (Elemento filtrante de razão Beta 200 em 10 microns, de acordo com o teste ISO 16889: 1999);
    • Elemento filtrante para a manutenção do nível de limpeza 17/15/13 na norma ISO 4406:1999.
Observação: Na especificação de um filtro nominal informa-se geralmente só a micragem de interesse; entretanto, os filtros nominais podem ter a razão Beta variando de 2 a 20 nessa micragem, isto é, com uma efi ciência entre 50% e 95%. Quando for relevante especificar a razão Beta maior para essa micragem.
Cabe ainda enfatizar que, para a excelência na especificação correta do elemento filtrante, precisamos reconhecer e monitorar a dinâmica dos equipamentos e suas aplicações, de maneira que, a cada modificação nos níveis de limpeza demandados pelo equipamentos e pelo lubrificante, possamos sem demora ajustar os requisitos dos filtros e respectivas manutenções. É vital que os equipamentos sejam mantidos com o nível de contaminação controlado, para que nunca necessitem de uma severa e, às vezes, paliativa “diálise”.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Novo Diesel S50



Desenvolvido para atender à nova frota de veículos com tecnologia EGR (Recirculação de Gases de Exaustão) e SCR (Redução Catalítica Seletiva), o Diesel S-50 Petrobras conta com um baixo teor de enxofre, permitindo uma redução de até 80% da emissão de material particulado.
Diesel S-50 pode ser utilizado em qualquer veículo, mesmo os fabricados antes de 2012, que não contam com as tecnologias EGR ou SCR.
Conforme legislação vigente para diesel automotivo do mercado brasileiro, o Diesel S-50 recebe a adição de 5% de biodiesel e atende aos padrões estabelecidos pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).
VANTAGENS
Para o seu veículo
  • Melhor partida a frio.
  • Diminui a formação de depósitos no motor.
  • Redução na incidência de contaminantes no lubrificante.
Para o meio ambiente
  • Menor emissão de material particulado.
  • Redução na emissão de fumaça branca.
SOBRE AS TECNOLOGIAS EGR E SCR
A partir de 2012, todos os motores de veículos a diesel fabricados no Brasil contarão com as tecnologias EGR e SCR. Os veículos leves, como pick-ups, vans, e alguns tipos de caminhões e ônibus, passam a ter motores com sistema EGR. Já a maioria dos veículos pesados, como caminhões e ônibus passam a utilizar o sistema SCR, que exige a utilização do Flua Petrobras (Arla 32), um agente redutor que trata as emissões e garante a potência do motor.” Saiba mais sobre o Flua Petrobras.
Para atender às necessidades dos novos motores, a Petrobras oferece uma nova linha de produtos: Diesel S-50 + Flua Petrobras + Lubrax AdventoConheça a solução completa.
ONDE ENCONTRAR
Inicialmente, o Diesel S-50 estará disponível em mais de 800 Postos Petrobras de todos os estados, permitindo aos motoristas planejarem sua viagem abastecendo exclusivamente em nossa rede. Veja onde encontrar.

Fonte: www.br.com.br

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A nova classificação API CJ-4.

A nova geração de óleos lubrificantes para veículos pesados a diesel





Durante o ano de 2009, a indústria de lubrificantes esteve focada no desenvolvimento da nova especificação para carros de passageiros ILSAC GF-5 e, mais recentemente, na especificação API SN correspondente. Nessa atualização da área automotiva, vamos nos afastar dos lubrificantes para carros de passageiros e olhar o mundo de lubrificantes para motores a diesel de serviço pesado. Vamos começar por afirmar que não há novas especificações no horizonte imediato.

Especialistas em lubrificação dos fabricantes de motores, produtores de aditivos e lubrificantes reuniram-se em janeiro e determinaram que os óleos API CJ-4 atendem a todas as necessidades dos motores 2010 e posteriores, para uso em aplicações tanto em estrada como fora de estrada. O uso dos óleos API CJ-4 é mais importante do que nunca com a introdução de novas regulamentações. Nos EUA, vários veículos já contêm equipamentos denominados EGR e DPFs, e o uso de API CJ-4 cresce em larga escala.

A maioria dos novos motores usará catalisador de redução seletiva (SCR), com ureia. O fluido terá um controle rigoroso dos padrões de qualidade. O mesmo é injetado na corrente de escape após o catalisador de oxidação e antes do catalisador de redução. Uma seletiva reação de redução ocorre e elimina essencialmente as emissões de NOx . Essas alterações adicionam cerca de 7 mil a 10 mil dólares ao custo de um caminhão novo e também fazem das vendas de ureia uma nova oportunidade para seus fabricantes e distribuidores .



Com a demanda crescente de API CJ-4 nos EUA, mais empresas de lubrificantes começarão a retirar os óleos API CI-4 e CI-4 Plus do mercado. A qualidade API CJ-4 oferece um lubrificante que protege todos os motores de serviço pesados, simplifica a logística e manutenção para seus clientes e garante que o lubrificante certo é utilizado em todas as aplicações.

Os especialistas da indústria estão orgulhosos de que o alto custo na melhoria da qualidade para API CJ-4 provou-se suficiente para atender às necessidades dos lubrificantes para os próximos 4 a 5 anos ou mais, e de que esses óleos possuem recursos de proteção do motor amplamente superiores aos seus antecessores. A indústria está analisando como os testes de motores serão suportados ou substituídos ao longo dos próximos anos, para que as companhias possam continuar a desenvolver novos óleos API CJ-4, bem como fazer pesquisas para as necessidades futuras de óleos de motor.

Mesmo sem o desenvolvimento formal de uma nova categoria, os fabricantes de motores e os produtores de aditivo/ lubrificante também estão de olho em futuras melhorias para gerenciar o uso do biodiesel, bem como o impacto do óleo usado e a baixa temperatura na proteção contra o desgaste e bombeamento do óleo. Além disso, o potencial de proporcionar maior economia de combustível com os lubrificantes para veículos de serviço pesado é sempre um tema importante.

Há muita atividade e inovações no horizonte. Enquanto as empresas de lubrificantes gerenciam a transição para ILSAC GF-5, elas podem desfrutar de que os seus óleos lubrificantes diesel API CJ-4 continuarão a oferecer excelente proteção do motor para o futuro.