Atualmente uma das características marcantes das organizações é a complexidade da dinâmica imposta à força de trabalho. As empresas vivem e desenvolvem-se em meio de sistemas sociotécnicos que evoluem continuamente, os quais expõem todos os colaboradores a atividades, interações, percepções e comportamentos cada vez mais avançados e abrangentes. A lubrifi cação, como um dos fundamentos da manutenção industrial, não foge à regra nesse novo cenário.
Esse cenário, contextualizado em mudanças tecnológicas aceleradas, globalização extensiva e competição acirrada, impõe que as organizações estejam preparadas para suportar as mudanças. As empresas devem agora ser capazes de:
“Disponibilizar novas ferramentas aos trabalhadores;
Desenvolver ambientes cooperativos;
Proporcionar uma aprendizagem contínua;
Estar atentas às situações emergentes;
E ainda incorporar as inovações que surgem ao
longo do processo de trabalho.”
(SANTOS et al., 2009)
As empresas precisam ser ágeis para suportar o ambiente competitivo em que atuam visando manter a competitividade e o valor. A lubrifi cação e o profi ssional de lubrifi cação, seja: o engenheiro, o supervisor ou mesmo o mecânico lubrifi cador, precisam incorporar novas atitudes e novos conhecimentos para incrementar a confi abilidade humana na lubrifi cação. Já se foi o tempo em que a lubrifi cação era pouco prestigiada dentre as disciplinas da manutenção. Hoje a lubrifi cação não se limita a “bater graxa ou trocar óleo” em períodos determinados.
As equipes de lubrifi cação hoje trabalham inseridas em conceitos modernos de manutenção, como TPM (Manutenção Produtiva Total) ou RCM (Manutenção Centrada na Confi abilidade), entre outros, na busca incessante de disponibilidade, confi abilidade operacional e consequente agregação de valor na produção.
Desse modo, analisaremos as “tarefas” listadas acima em termos de confi abilidade humana na lubrificação:“Não existe processo que atinja bons resultados
se não for através de pessoas qualifi cadas, certificadas
e motivadas. Este é o mais importante fator crítico
de sucesso” (KARDEC,2001).
Esse cenário, contextualizado em mudanças tecnológicas aceleradas, globalização extensiva e competição acirrada, impõe que as organizações estejam preparadas para suportar as mudanças. As empresas devem agora ser capazes de:
Desenvolver ambientes cooperativos;
Proporcionar uma aprendizagem contínua;
Estar atentas às situações emergentes;
E ainda incorporar as inovações que surgem ao
longo do processo de trabalho.”
(SANTOS et al., 2009)
As equipes de lubrifi cação hoje trabalham inseridas em conceitos modernos de manutenção, como TPM (Manutenção Produtiva Total) ou RCM (Manutenção Centrada na Confi abilidade), entre outros, na busca incessante de disponibilidade, confi abilidade operacional e consequente agregação de valor na produção.
Desse modo, analisaremos as “tarefas” listadas acima em termos de confi abilidade humana na lubrificação:
- Disponibilizar novas ferramentas aos trabalhadores – As ferramentas de lubrifi cação tendem a se tornar instrumentos de precisão que incorporam funções de controle, aquisição de dados e medições precisas, além de propriamente possibilitar a lubrificação precisa. Podemos exemplifi car com a introdução de coletores de dados auxiliando as rotinas dos mecânicos e substituindo paulatinamente as ordens de serviço e inspeção em formulários/fichas de papel. Esses coletores, por sua vez, estão interligados com sistemas de informação/controle e gestão que permitem, já em tempo real, aos gestores da manutenção e aos outros gestores da empresa atuar de forma sistêmica, isto é, integrar os dados obtidos na lubrifi cação com outras informações como: estoques, cadastros, custos, reservas de material, planejamento de execução de serviços etc. Há inclusive coletores de dados que fotografam, medem temperatura e são intrinsecamente seguros. A automação e a informática entraram defi nitivamente na lubrifi cação e tendem, ao contrário do senso de alguns mecânicos, ampliar os seus respectivos escopos de trabalho, pois a utilização de novas tecnologias liberará o tempo desses profi ssionais para tarefas mais gratifi cantes e estimulará o potencial criativo de cada um deles. Outro exemplo interessante é a utilização de “caneta” de ultrassom para controlar a quantidade de lubrifi cação. Com essa tecnologia, a quantidade de óleo ou graxa a ser utilizada é determinada pela resposta do elemento que está sendo lubrifi cado ao ultrassom emitido pela caneta. Foi-se o tempo de determinações de se lubrificarem quantidades fi xas.
- Desenvolver ambientes cooperativos – O desenvolvimento de ambientes em que o feedback seja estimulado é fundamental para a ampliação da confi abilidade. Mesmo com toda sorte de procedimentos e rotinas padronizadas, existem aspectos e conhecimentos sobre a lubrifi cação, em cada determinado contexto, que só emergem e se aprimoram por meio de exercício de feedback e de refl exão coletiva. A motivação é outro poderoso ingrediente na obtenção de tais ambientes, uma vez que estimulará o foco, a criatividade e a busca de fazer cada vez melhor. O reconhecimento e a recompensa são instrumentos poderosos na motivação das equipes de lubrifi cação. A promoção do inter-relacionamento e do espírito de equipe deve ser outra atitude permanente na busca desses ambientes. Por fi m, o ambiente cooperativo propicia a liberdade de criar, de participar de brainstorms e de solucionar as necessidades que surgem.
- Proporcionar uma aprendizagem contínua – Neste ambiente de inovação permanente e vertiginosa, em que a obsolescência ronda tudo e todos continuamente, a aprendizagem precisa ser contínua e muitas vezes autônoma e espontânea. A confi abilidade humana necessita de que as empresas sejam ágeis, para que os novos recursos e tecnologias disponibilizadas sejam utilizados em todo o seu potencial.
Para exemplifi car, na lubrifi cação, a atualização permanente de softwares de gerenciamento de lubrifi cação, de termografi a e de seleção de meios fi ltrantes requerem retreinamentos em base, pelo menos, anual. O conhecimento de informática e a habilidade com computadores são habilidades que devem ser desenvolvidas e aprimoradas. - Estar atentas às situações emergentes – Novas situações internas e externas requerem respostas rápidas e até inovadoras visando à manutenção e à ampliação da confi abilidade. Bom exemplo disto são as exigências de certifi cações de sistemas de qualidade, segurança e meio ambiente exigidas entre as empresas na realização de negócios. São essas certifi cações que induzem à qualifi cação das equipes envolvidas nos processos de produção, como as equipe de lubrifi cação. Grandes empresas já exigem que as equipes de lubrifi cadores tenham Ensino médio técnico, uma certifi cação em lubrifi cação e até conhecimento em leitura e interpretação de plantas e desenhos mecânicos digitais.
Há situações também nas quais o contexto de negócios exige que a manutenção autônoma seja adotada, fazendo com que a equipe de lubrifi cação migre para uma atividade mais próxima da atividade de inspeção preditiva na rotina e que só atue em lubrifi cação em macro lubrifi cações de paradas programadas. - Incorporar as inovações que surgem ao longo do processo de trabalho – Há processos e aspectos que são identifi cados no decorrer da integração de novos equipamentos e tecnologias. Essa integração pode resultar na demanda de novas formas de trabalhar e na necessidade de se apropriar novas tecnologias de lubrifi cação. A lubrifi cação de mancais de bombas de processo em refi narias é um bom exemplo disso. A lubrifi cação por copo desses mancais mostrou-se inefi ciente com o novo paradigma de disponibilidade e confi abilidade exigido para estas bombas. Com a introdução dessa tecnologia, a lubrifi cação incorporou aspectos de inspeção, controle e reparo até então inexistentes. O sistema de névoa trouxe novas rotinas e tarefas ao lubrifi cador, assim como proporcionou à equipe de lubrifi cação a ampliação de conhecimentos em mecânica dos fl uidos, automação, pneumática etc. O desafi o da confi abilidade humana na lubrificação não difere dos desafi os da confi abilidade humana em demais profi ssões de sistemas sociotécnicos, até porque os anseios e as necessidades humanas de reconhecimento, valorização e aceitação são muito semelhantes em um grande número de culturas e sociedades. O que torna o tal desafi o particularmente peculiar na lubrifi cação é o fato de que o pessoal, as atividades e a tecnologia envolvidos, até pouco tempo atrás, não eram considerados elementos estratégicos na engenharia de manutenção nem na própria manutenção industrial. Felizmente esse quadro está mudando para melhor.
se não for através de pessoas qualifi cadas, certificadas
e motivadas. Este é o mais importante fator crítico
de sucesso” (KARDEC,2001).










