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sábado, 22 de janeiro de 2011

Coleta de resíduos sólidos gerados pelos lubrificantes

O importante papel das empresas com o desenvolvimento sustentável


Causando um enorme impacto ambiental, o número registrado de embalagens de óleo lubrificante descartadas no Brasil chega à média de 730 milhões, sendo 60% referentes ao óleo automotivo e os restantes 40%, às indústrias. Vale notar que o tempo de degradação de embalagens é de cerca de 100 (cem) anos, por isso a importância da conscientização a respeito do problema. Se em cada frasco “vazio” restar 20 ml de óleo, a cada ano teremos descartado mais de 8,5 milhões de litros de óleo no meio ambiente.

Pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, o óleo lubrificante usado é classificado com o código de identificação “F130 – Resíduo Perigoso – Classe I”, com característica de periculosidade T (tóxico) (ABNT, 2004). O óleo lubrificante usado ou contaminado, por não ser biodegradável, leva dezenas de anos para desaparecer do ambiente e, quando descartado indevidamente, causa grandes prejuízos, por exemplo: Um litro de óleo lubrificante usado ou contaminado pode contaminar um milhão de litros de água, contamina 1.000 m² de superfície aquosa (forma uma camada superficial tóxica que dificulta a passagem de luz e as trocas de oxigênio, causa a queda da fotossíntese aquática e a morte da fauna e da flora); Inutiliza totalmente o solo atingido, tanto para a agricultura, quanto para a edificação; Causa geralmente poluição hídrica superficial; Impacta o lençol freático e aquífero (reserva de água potável do futuro).

Por conter diversos elementos tóxicos (Cromo, Cádmio, Chumbo e Arsênio), o óleo causa danos à saúde dos trabalhadores que o manuseiam e à população vizinha com a contaminação do ar, água, solo e alimentos e causa ainda diversos problemas graves, como respiratórios, cancerígenos e efeitos adversos na reprodução e desenvolvimento do feto.

Para o transporte desse tipo de produto são seguidas duas linhas de pensamento: a econômica e a segurança (Lambert et al., 1998). A primeira diz respeito à área financeira e afeta as decisões comerciais. Já a de segurança relaciona as atividades sociais, como mão de obra, condições de trabalho, manutenção dos veículos, pois quando se refere a produtos perigosos todo cuidado tomado ainda é pouco. Segundo Ballou (1993), “o bom gerenciamento do manuseio e armazenamento pode resultar, além de segurança no processo operacional, em percepção dos clientes do comprometimento com a qualidade e consequente fidelização com a empresa.” Por esse motivo, as pessoas que atuam nesta área procuram tomar cautelas como: a identificação das unidades no transporte, os tipos de embalagens, a rota de veículos e os tanques de armazenamento, o acondicionamento de forma a poder movimentar o produto suportando os riscos no carregamento e descarregamento. Essas atividades são de responsabilidade do exportador, que segue as especificações do fabricante.

A atividade de coleta de resíduos sólidos gerados pelo uso de óleos lubrificantes, além da importância econômica para o país, tem um papel ambiental imprescindível, gerando diversos benefícios: Contribui para a redução da poluição. Assegura a destinação adequada de um resíduo perigoso; Diminui a necessidade de extração de petróleo e reduz a dependência de importação de derivados;

Resolver o problema dos resíduos sólidos pode significar uma demanda muito menor por serviços de saúde. A OMS estima que, para cada dólar investido no saneamento básico, do qual a gestão de resíduos sólidos é um dos principais itens, mas não o único, podem ser economizados US$4.00 na gestão dos serviços de saúde.

Preocupação ambiental e qualidade de vida O âmbito empresarial se depara hoje em dia com inúmeras questões, não mais restritas à área econômica da empresa. O lucro a ser arrecadado não é mais fator primordial aos empresários, atualmente foi criado um tipo de escada para se alcançar esse lucro, denominado atividade sustentável.



A avaliação do Relatório de Sustentabilidade Empresarial (RSE) nos mostra o percentual de participação em cada área de uma empresa e os pontos que a organização julga serem os mais importantes. Segundo o gráfico acima, constatamos que a participação da empresa tem uma maior concentração na área social com 53%; em seguida temos a área ambiental com 32%, e, por último, a parte econômica com 15%, sendo a menor concentração das informações, totalizando os indicadores.

As atividades empresariais que não se adequarem a esse novo método correm riscos de não conseguirem manter-se no mercado.

As empresas vêm percebendo que o crescimento do país se reflete diretamente na vida da população, daí a preocupação com a preservação ambiental e a qualidade de vida do ser humano. De acordo com Almeida (2002), uma empresa para ser sustentável deve buscar em todas as suas ações e decisões a ecoeficiência, procurando produzir mais e com melhor qualidade, gerando menos poluição e utilizando menos recursos naturais. A empresa que é partidária dos princípios da sustentabilidade deve ainda ser socialmente responsável, assumindo que está imersa num ambiente social no qual influi, ao mesmo tempo em que sofre influência. A motivação dos líderes empresariais deve ser respaldada numa visão de longo prazo, em que se leve em consideração os custos futuros e não somente os custos presentes.

Vinha (2003) destaca que um número cada vez maior de empresas passou a perceber que o custo financeiro da redução do passivo ambiental, como também a administração dos conflitos sociais, pode acabar sendo mais alto do que a decisão de respeitar os direitos humanos e o Meio Ambiente. A opção da empresa de ignorar a dimensão ambiental e social prejudica a imagem que a opinião pública tem sobre a corporação, dificultando inclusive a implementação de novos projetos e a renovação de contratos.

Azevedo ainda (2003), em trabalho anterior, ressalta que, embora algumas empresas demonstrem em suas diretrizes que sempre procuraram considerar a proteção ambiental, ao longo do tempo a maioria delas manteve suas políticas voltadas apenas para ganhos econômicos, com posturas predatórias em relação à natureza. As atividades empresariais que não se adequarem a esse novo método correm riscos de não conseguirem manter-se no mercado.